"Tinha o cabelo castanho, com um ou outro reflexo dourado, dum louro veneziano; a tez levemente morena, o olhar franco, verde, como certos limos do mar, verde e profundo, nariz muito bem moldado, lábios finos, de subtil desenho, o rosto oval e a expressão carinhosa. Tinha dos antepasados a segurança no andar e orgulho no porte, que a distância afirmavam sua vetusta linhagem."
Joaquim Paço d'Arcos, in Ana Paula, pág.45
sábado, 22 de agosto de 2009
sábado, 15 de agosto de 2009
Ágape - Amor não Correspondido
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Desabafos de Amor
Há dias como este, em que parece que fomos feitos para estar em qualquer outro lugar que não aquele onde estamos no presente. Sentimos falta de amigos e consequentemente de compreensão. Trabalhamos, esforçamos-nos, tentamos evitar o desalento na esperança de que a seguir é que vai ser.
Sentimos-nos pequenas casa de 2 andares no meio de arranha-céus. Casas de madeira no meio das florestas de betão. Somos diferentes. Melhores ou piores não sei, mas sentimos falta de uma casa, de um sitio onde possa dizer eu verdadeiramente, e onde me acolham.
Olho em redor e só vejo sombras. No meio delas está o teu rosto distraído. Quero-te e desejo-te mais do que a comida quer ao sal, mas tu não olhas para mim. Eu, casa de madeira no centro da cidade.
Porque me haverias tu de olhar? Por muito que os prédios que me rodeiam sejam de uma arquitectura horrorosa, o telhado tenha buracos, os vizinhos vendam droga, e as vizinhas bisbilhoteiras, tu abdicas deste espaço que eu contenho, e que satisfaz todas as tuas necessidades. Sim satisfaço as tuas necessidades, porque eu serei sempre aquilo que queres que seja. Porque se ficares comigo ficarei para sempre contigo, porque me darei a ti. A cozinha poderá ser no segundo piso, ou quem sabe no jardim. A casa de banho no telhado, e a sala no quarto. Faz de mim o que quiseres, porque no dia em que me escolheres, serei teu, porque o amor é isso mesmo: uma doação total de mim mesmo.
- Entristeço-me. Olho em roda e já não te vejo. Fugiste de mim? Tive culpa?
Sentimos-nos pequenas casa de 2 andares no meio de arranha-céus. Casas de madeira no meio das florestas de betão. Somos diferentes. Melhores ou piores não sei, mas sentimos falta de uma casa, de um sitio onde possa dizer eu verdadeiramente, e onde me acolham.
Olho em redor e só vejo sombras. No meio delas está o teu rosto distraído. Quero-te e desejo-te mais do que a comida quer ao sal, mas tu não olhas para mim. Eu, casa de madeira no centro da cidade.
Porque me haverias tu de olhar? Por muito que os prédios que me rodeiam sejam de uma arquitectura horrorosa, o telhado tenha buracos, os vizinhos vendam droga, e as vizinhas bisbilhoteiras, tu abdicas deste espaço que eu contenho, e que satisfaz todas as tuas necessidades. Sim satisfaço as tuas necessidades, porque eu serei sempre aquilo que queres que seja. Porque se ficares comigo ficarei para sempre contigo, porque me darei a ti. A cozinha poderá ser no segundo piso, ou quem sabe no jardim. A casa de banho no telhado, e a sala no quarto. Faz de mim o que quiseres, porque no dia em que me escolheres, serei teu, porque o amor é isso mesmo: uma doação total de mim mesmo.
- Entristeço-me. Olho em roda e já não te vejo. Fugiste de mim? Tive culpa?
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Assim de repente já deitado lembrei-me como...
É bom sair com uma mulher bonita e bem arranjada.
Faz-nos sentir ricos e merecedores de tal beleza, só porque ela se arranjou para nós...
Faz-nos sentir ricos e merecedores de tal beleza, só porque ela se arranjou para nós...
Palavras de Amor (ou falta dele)
O que eu gostava de te ouvir dizeres-me ?
-No one can love me the way that you do
E o que eu não consigo dizer-te?
- Duas coisas: primeiro não consigo dizer-te o que eu gostava de te ouvir dizeres-me; e segundo não consigo dizer que por causa disso me apetecia gritar-te
Girl you see me smiling
Girl I'm singing words of joy to the world
Between the lines it's hidden in the smile
Can't you hear a cry for love
-No one can love me the way that you do
E o que eu não consigo dizer-te?
- Duas coisas: primeiro não consigo dizer-te o que eu gostava de te ouvir dizeres-me; e segundo não consigo dizer que por causa disso me apetecia gritar-te
Girl you see me smiling
Girl I'm singing words of joy to the world
Between the lines it's hidden in the smile
Can't you hear a cry for love
terça-feira, 11 de agosto de 2009
D. Teresa
Não confirmo nem desminto - sou eu a escrever o que sinto - mas acho-o inegável.
D. Teresa estava hoje uma beleza!
Era irrenunciável.
- Direi mesmo mais, era impagável!
(mas isto são coisas que te digo só a ti, minha amarelada folha de papel)
D. Teresa estava hoje uma beleza!
Era irrenunciável.
- Direi mesmo mais, era impagável!
(mas isto são coisas que te digo só a ti, minha amarelada folha de papel)
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Espinafres e Desilusões

Aceitar as desilusões pode não ajudar a comer espinafres, mas garanto-vos que come-los ajuda a aceitar melhor as desilusões.
Dir-me-á o leitor que sou só estúpido, quando escrevo tamanha patacoada. Mas não me leve a mal a observação. Vêm ela a propósito da conversa que tive no outro dia com um padre meu amigo, que me dizia que hoje andamos sempre presos aos nossos gostos, tornando-nos escravos deles.
É verdade. Só fazemos o que queremos, só comemos o que queremos, etc, quando a mais não somos obrigados, claro está.
Mas a verdade é que na vida, nem tudo é como nós queremos. E muitas vezes, como não controlamos tudo, acabamos envolvidos em longas e dolorosas depressões cujo o único motivo é a nossa impossibilidade de fugir ás desilusões.
Por isso, permitir-me-á o leitor que faça estas afirmações em jeito de conselho para as criancinhas: meninos, comam mas é a sopa e a verdura, que apesar de não saber bem, faz falta, e habitua-vos a que nem tudo na vida sabe a guloseimas ou é como queremos. E servem os sacrifícios actuais de treino para os desenganos futuros. Pois como escrevia Joaquim Paço d'Arcos, «foi dolorosa esta queda, mas tanta coisa já me havia sido dolorosa, já me habituara a sofrer».
Tenho dito.
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