quarta-feira, 29 de abril de 2009

Obsessão

I've sorted it out
Like they say "you know...love burns
Like most good things do"
But then it's you
It's you on my window, it's you on hallway
It's you on the rearview mirror talking
It's you on the radio in all the songs we've been through


David Fonseca in Swim II

Peter, Paul & Mary - If I Had My Way



You read about Sampson, you read about his birth
He was the strongest man that ever lived on Earth.
One day old Sampson was walking alone
He looked down on the ground and he saw an old jaw-bone.
He lifted up that jaw-bone and he swung it over his head,
and when he got to moving ten thousand was dead.

If I had my way,
If I had my way in this wicked world,
If I had my way I would tear this building down.

Sampson and the lion got in attack
Sampson he crawled up on the lion's back
You read about this lion - he killed a man with his paw
Sampson he got his hands around the lion's jaw
and he ripped that beast till the lion was dead
and the bees made honey in the lion's head.

If I had my way,
If I had my way in this wicked world,
If I had my way I would tear this building down.

Delilah was a woman, she was fine and fair
She had lovely looks, God knows, and cold black hair
Delilah she climbed up on Sampson's knee
and said Tell me where your strength lies, if you please
She talked so fine, she talked so fair,
Sampson said Delilah, cut off my hair,
shave my head just as clean as your hand
and my strength will be like a natural man.

If I had my way,
If I had my way in this wicked world,
If I had my way I would tear this building down.
If I had my way,
If I had my way in this wicked world,
If I had my way I would tear this building down.

O que é sempre o Amor

Amor é fogo, paixão;
dor e obsessão;
É uma constante emoção;
É a certeza de se dar
sem se perder.

É tornar Deusa a mulher finita,
Ou apenas constatá-lo;
É assim que no silêncio meu
coração chora e grita;
E te apela, para abraçá-lo!

Tu, mulher que vais à frente,
segue o teu caminho sem embaraço.
Mas se puderes dar-me o braço,
ajuda-me-ias a subir ao teu passo
até à glória onde já vives.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Delírios de um Elefante

Era uma triste situação. Deixara de ser quem era, abdicara de si para tentar a sorte na aventura que era a conquista do coração dela. No entanto jogava contra o destino, e só agora reparara que tudo lhe estava a passar ao lado, tudo lhe fugia por entre os dedos. Ela, parecia infinitamente não lhe estar destinada mas, apesar de tudo, era com o nome dela que o seu peito batia.
Mas porquê partir agora? Logo agora que até pareciam dar-se bem. Porquê Jerusalém? Porquê tão longe? Porquê um ano?

No fundo a sua dor não era nova. Era a mesma que sentira anos antes. Há muito que sabia quem ela era. Lembrava-se dela desde um passado longínquo. A sua luz, o seu brilho, a sua cor, aquelas características que o impressionaram tanto e abalaram a sua realidade naquele primeiro momento históricamente situado, eram as mesmas com as quais sonhara ao longo do tempo, e as mesmas que o fizera rezar e esperar sem desesperar, por um qualquer encontro que fosse.

E agora, tudo isso o revoltava. Parecia de propósito para o magoar. Depois de tanta espera, de recordações constantes, sonhos assaltantes das noites escuras em que no seu quarto vivia, agora, quando via o sonho prestes a realizar-se, o oriente a aproximar-se, quando finalmente chegara a ela, via alguém, que não conhecia bem, e a quem não reconhecia competência para tal, estragar todo o seu sonho amoroso, e toda a possibilidade de quietude, levando-a para longe dele. E pior: ela até gostava da ideia.

Fitava a casa do poeta e perguntava-se como seriam as noites por entre aquelas quatro paredes. Páginas e páginas escritas, construções de babeis sem fim, amor pintado em folhas de papel de máquina por letras pretas; no fundo, o amor cantado por entre palavras silenciosas. Mas sofrera ele aquela dor? Todos os dramas, todas as tragédias, todo o sofrimento que trespassava daquelas letras... Teria alguma delas uma dor assim tão grande? Doer-lhe-ia assim tanto o coração?

Por momentos acreditara na solidão e tristeza eternas. Acreditou que poderia viver assim - sem ela.
Depois ela voltou. Sentou-se ao seu lado, e continuaram a conversar. Só o seu riso o fazia esquecer todo aquele problema que lhe corroía o coração e lhe impedia a razão. No fundo, ele até suportava a saudade que daí adviria, mas tinha a certeza que a perderia.

José Campos e Sousa - Identidade



O que diz Pátria mas não diz glória
Com um silêncio de cobardia,
E ardendo em chamas, chamou vitória,
Ao medo e à morte daquele dia

A esse eu quero negar-lhe a mão,
Negar-lhe o sangue da minha voz,
Que foi ferida pela traição
E teve o nome de todos nós

O que diz Pátria sem ter vergonha
E faz a guerra pela verdade
Que ama o futuro, constrói e sonha
Pão e poesia para a cidade

A esse eu quero chamar irmão
Sentir-lhe o ombro junto do meu
Ir a caminho de um coração
Que foi de todos e se perdeu

Autor do poema: António Manuel Couto Viana

domingo, 26 de abril de 2009

Vida Nova


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